29 de outubro de 2016

Semanário Acadêmico: As Magníficas Cartas de Mariana Alcoforado

Helloo, pessoas... tudo numa nice?!
Eu super gosto de História – todo mundo já deve saber – mas fiz muito pouco post falando de coisas relacionadas então hoje eu decidi trazer para vocês um pouco de literatura portuguesa e história. Segunda o meu professor de Fundamentos da Literatura Portuguesa abordou sobre a Mariana Alcoforado, uma freira portuguesa que nasceu em 1640 se apaixonou pelo nobre Noel Bouton Chamilly e faleceu em 1723. Na época, esse marquês estava em Portugal para ajudar a coroa contra as investidas da Espanha na guerra da Restauração. E foi dessa forma, aos 20 anos que ela acabou se envolvendo com o oficial francês, De Chamilly, que era o destinatário de suas cartas - entre encontros furtivos no convento. Com a polêmica e as pessoas fofocando, quando soube que seu irmão estava doente o marquês usou esse subterfúgio para voltar à França - com a promessa à Mariana de que mandaria um de seus homens buscá-la e partiu de Portugal.  
   Gira em torno da história dessas cartas uma polêmica a respeito de sua autoria. Elas foram publicadas pela primeira vez em 1669, em Paris. Nessa edição afirmou-se que seriam uma tradução de um autor anônimo.

Gravura de Eisen aberta a buril por Massard representando a infeliz freira em traje de drama e em ambiente do século XVIII 
   Sabe-se que elas foram publicadas na segunda fase da imprensa de livros e que nessa fase era muito comum utilizar estratégias para promover a venda dos mesmos. Um desses artifícios era justamente dizer que o autor era desconhecido, ou usar um nome de alguém que pudesse causar polêmica. Prefere-se acreditar que elas são, realmente de Mariana Alcoforado, embora sabe-se que esse dilema ainda não foi solucionado.
  Apesar de sua história de vida ser bem concisa, Mariana possui uma dimensão importante na literatura portuguesa. E essa dimensão se deve exclusivamente às cartas que escrevia. De uma forma didática, elas são estudadas dentro do estilo Barroco, mas considera-se que elas são atemporais e, sobretudo, não podem ser incluídas tão drasticamente com exemplo de um estilo de época. Primeiro, porque a temática do amor sem correspondência não é inerente a um determinado período, mas manifesta-se em diversos. Algumas pessoas falam que poderia se encaixar no Romantismo até pela maneira que ela escreveu, os muitos adjetivos e a dor inescusável de amar e tudo mais.
  Eu li as cartas e posso dizer que amei a maneira como foram escritas, muito bem desenvolvidas e cheia de palavras que enchem os olhos, na verdade. São bonitas e tem um teor de dramatização, melancolia, resignação que compreendo. Acredito que quem já escreveu uma carta de amor assim  - pode ter enviado ou não - se identificaria de qualquer forma. Apesar de eu não ser uma romântica, talvez porque gosto de ler coisas meio tristes, eu amei demais essas cartas, mostra uma realidade do que acontece quando uma pessoa está apaixonada.

Enfim, eu só vim aqui para indicar a leitura dessas cartas, tristes, emocionantes, bem escritas, singelas e bonitas.
XO XO

3 comentários:

  1. Olá, Alana.
    Eu sou romântica e gosto de ler sobre hehe, e acredito que iria amar essa cartas. Quanto a história, é a matéria que eu menos gosto. Engraçado porque amo ler e não gosto de história.

    Blog Prefácio

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  2. Oie
    Que interessante, adoro a magia de ler cartas, coisa que hoje em dia pouco se vê. Adorei o post.

    Beijinhos
    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br/

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