Semanário Acadêmico: Experiência de Leitura | Livros em Inglês - Pieces of Alana Gabriela

9 de abr de 2016

Semanário Acadêmico: Experiência de Leitura | Livros em Inglês

     Então, gente, people, everybody, todo mundo... Como estão?! Tudo numa nice?!
 Hoje nós vamos conversar um pouco!!
    Acho que quem acompanha o blog há algum tempo já sabe que eu faço Português Inglês na UFS. Mas, contraditoriamente, eu li o meu primeiro livro em inglês somente na semana retrasada. A obra se chama Inferno, livro da trilogia Blood for Blood de Catherine Doyle, segundo volume depois de Vingança, uma obra que eu gostei demais e que fiz uma resenha empolgada AQUI.
    * Eu não sei se a capa brasileira vai ser assim, em Vingança a capa era diferente. Eu prefiro que siga a linha da capa brasileira, eu não gostei muito da americana e não curto pessoas em capa. Sei lá, tira a nossa propriedade de imaginação.

Romeo and Juliet meets The Godfather in the second installment of Catherine Doyle's Blood for Blood series.
Sophie's life has been turned upside-down, and she's determined to set things right. But Nic, the Falcone brother who represents everything she's trying to forget, won't give up on their love - and it's Luca's knife she clutches for comfort. Soon another mafia clan spoils the fragile peace - and with her heart drawn in one direction and her blood in another, Sophie's in deeper than ever.

   A minha professora do primeiro período de Inglês (melhor professora ever!! Infelizmente estou estudando com outra professora agora e eu não estou curtindo muito, a pronúncia não é tão boa - e a pronúncia do with é algo que realmente me incomoda!! - e as aulas não são tão puxadas como eu esperava e como era com a minha antiga professora - que está fazendo doutorado em Indiana). Desculpem pelo parêntese enorme. Voltando... A minha antiga professora me incentivou várias vezes a parar de escrever poemas e os meus livros em português, para começar a escrever em inglês. É claro que ela ficou feliz porque eu entrei na faculdade já escrevendo bastante, mas ela queria me incentivar a aprimorar meu vocabulário. 
      No início, eu achava meio sem noção essa ideia, cara. Preciso dizer. Porque, tipo, assim. Como eu ia começar? Eu precisava adquirir um pouco mais de vocabulário! E, além disso, ela me incitou a ler alguns livros em inglês. Entendam, gente, eu escrevo muita música em inglês, tecnicamente só escuto música em inglês, assisto muitos seriados, não assisto nada dublado pra ninguém (até deixei de ir assistir Insurgente com minha família porque eles iam assistir em Português. Credo! Não é frescuragem, mas eu prefiro com o áudio original, e eu tenho facilidade para fazer leitura labial e vejo as traduções erradas e leio os lábios e me desconcentro. Ou seja, sou meio anormal.
     De qualquer maneira eu nunca tinha lido um livro em inglês efetivamente. Quer dizer, eu tinha iniciado a leitura de Even in Paradise, mas não tinha muita técnica de scaning e skiming e a leitura nunca deslanchou propriamente.
    Então hoje eu queria compartilhar aqui com vocês a minha experiência de leitura.
    Foi maravilhosa, me senti incentivada a fazer mais leituras em inglês, foi esclarecedor e produtivo. Fiquei impressionada com a rapidez e fluidez que a leitura se seguiu, e não só porque eu queria muito ler o livro e estava ansiosa para fazer a leitura desde o ano passado. Eu não conseguia esperar e não sabia se a editora ia publicar a sequência e eu decidi não esperar e não correr o risco. É sério, gente, eu meio que gostei mais de ler em inglês, em alguns sentidos. Usei o dicionário Cambridge poucas vezes porque as técnicas de leitura que fui desenvolvendo na universidade realmente deram resultado. Eu não precisava conhecer o significado de todas as palavras, mas entender o sentido da frase ou do parágrafo era o suficiente. Foi como assistir as pregações e séries que às vezes assisto sem legenda. Ei escuto, não preciso conhecer o significado de todas as palavras, mas entender o contexto.
    Uma coisa pertinente que a minha professora falou muito e que eu concordo é que: não sabemos o significado das palavras, nós entendemos o sentido das frases.
     Por exemplo, algo corriqueiro que vemos nas salas de aula é um aluno espertinho ou não, quer dizer, até eu já fiz isso, mas não foi para diminuir o conhecimento do professor, era só curiosidade e uma sede de mostrar um pouco mais de conhecimento e que eu conseguia traduzir as palavras. Eu, tolinha. Enfim, acontece muito de alguns alunos perguntarem o significado de certas palavras para os professores. Veja o diálogo:
Aluno: Professor, o que significa mean?
Professor: Mean significa significado.
Aluno: Ah, mas eu já vi num filme que significa ser malvado e egoísta.
Professor: É, isso também.
   Bem, é constrangedor quando esse tipo de coisa acontece. Sejamos sinceros que pelo menos um de nós já deve ter feito isso, tentar “corrigir” o professor. Mas não é só por isso que a professora disse que não sabemos a “tradução” da palavra e sim seu significado na frase. Ela disse que traduzir ao pé da letra é incoerente e uma precipitação. É a mesma coisa de análise semântica no português, diferentemente da morfologia que isolamos uma palavra para dizer a sua classe de palavra. Com a semântica não pode ser assim porque podemos acabar classificando errado, temos que interpretar sua função na frase para então classificar.
       E na verdade há muitos significados da palavra mean – eu me ative a essa palavra porque foi a primeira que eu pensei na hora – no dicionário Cambridge e não pode ser delimitado.
     Enfim, toda essa explicação serve para dizer que é dessa forma que é usada as técnicas de leitura e uma boa compreensão do texto, os professores em geral enfatizam essa parte, há muitos alunos na sala que querem entender tudo tentando compreender completamente cada palavra literalmente, a sua tradução, o que é algo muito limitado e ruim porque sentido é diferente de tradução. Muita gente reclama por aí que as frases em inglês são desordenadas numa sentença e atribuo a isso a essa tradução ao pé da letra.
       Enfim, ao final de tudo isso eu quero dizer que foi muito construtivo, interessante e abriu um pouco mais os meus olhos para fazer a leitura de um livro em inglês, que só aumentou a minha vontade de continuar fazendo leitura, construindo conhecimento e alimentando meu vocabulário para aprimorar a língua que venho aprendendo.


     Eu não poderia deixar de mostrar a foto do livro mais lindo ever que eu já ganhei. Eu tenho Filho Dourado do Pierce Brown na minha estante, do autor mais lacrador que brinca com as palavras,
mas o dicionário Cambridge é muito mais lindo - não de capa bonita, mas sim de conteúdo. Eu sou viciada em dicionário, gente, tanto em português quanto em inglês. Às vezes eu ficava no intervalo do colégio com os olhos enfiados no dicionário. Quem já leu algum dos meus livros deve ter percebido o meu linguajar e é em virtude disso, da leitura do dicionário. Eu tinha um Landmark aqui, mas os meus professores da faculdade sempre salientaram a importância de um bom dicionário: Oxford ou o Cambridge. Porque a transcrição fonética é melhor, é mais completo e apesar de ser um pouco mais caro. Eu tenho uma colega que tinha um dicionário Cambridge e eu ficava namorando o lindão. E agora eu tenho o meu bebê.
    Enfim, people, é isso que eu queria trazer aqui para vocês, depois trago a resenha do livro, eu só  queria falar sobre a minha experiência de leitura.
Beijin... 

6 comentários:

  1. Adorei o post Alana!! Tenho muita vontade de ler inglês, mas meu nível de enrolação é extraordinário!!! Eu tinha começado Anna and the French Kiss, e tava ótimo, ai a bonita aqui parou!!!
    Sempre tive essa dificuldade de querer traduzir tudo ao pé da letra, e me estabanar toda, mas aprendi que entender a frase ou o parágrafo é muito melhor!! Agora só tenho que voltar a minha leitura, ou começar uma nova (porque estou esperando há séculos a continuação de um livro, e nada), é um bom motivo né?!!!

    Beijos,
    www.notavelleitura.blogspot.com

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  2. Eu treino a minha leitura em inglês já há um bom tempo, ainda não consegui ler tanto quanto eu gostaria, pois não tem jeito: certos gêneros literários realmenteee são mais difícil de ajudarem a leitura fluir, mas quando é livro infantil eu leio de uma vez só! <3 hahaha
    Eu estou relendo toda a saga de HP em inglês, e agora tbm só costumo comprar HQ em seu idioma original (quando for inglês tbm, é claro, rs), e tô gostando bastante da experiência.
    E eu realmente gostaria de perguntar algo: o que são as técnicas de scaning e skiming? hahaha
    Enfim, eu gostei muito do seu post! :)

    www.magoevidro.com.br

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  3. Oi, Alana!
    Antes de fazer intercâmbio, eu já lia alguns livros em inglês, mas foi por lá que peguei o hábito mesmo. Hoje em dia, eu já me acostumei e acho até estranho ler em português.
    Fiquei muito feliz quando terminei de ler meu primeiro livro em inglês e entender tudo. Eu até dei uma olhada na edição brasileira pra saber se nada havia se perdido.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Porcelana - Financiamento Coletivo

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  4. Alana seu post foi incentivador,
    eu estou quase terminando um curso de anos em inglês e nunca adquiro uma obra na língua porque sempre tenho esse receio de não conseguir entender nada e isso me parece um tanto frustrante. Mas ao ler sua experiência fiquei tentada em arriscar. Depois conto como foi kkkkk.
    Beijos

    EuVocê&oslivros

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  5. Oi! Antes eu lia mais livros em inglês, mas ultimamente tenho pensado em retomar por conta da demora da publicação de alguns livros aqui, com o Kindle ficou mais fácil ler assim.

    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  6. Olá, Alana.
    Não sei ler nada em inglês e sofro quando dá algum erro e eu não sei o que significa hehe. Ou quando estou jogando alguma coisa e aparece duas alternativas em inglês, eu sempre escolho a errada. mas também não gosto de assistir filmes dublados. As vozes nunca combinam hehe. Que bom que conseguiu ler e a leitura fluiu, agora leia sempre. hehe

    Blog Prefácio

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