30 de nov de 2015

Semanário Acadêmico: Gêneros Textuais

Helloo, people!!
Esses dias andei pensando em escrever algumas coisas que estou aprendendo na faculdade, e fazer  um semanário sobre. Acho que conhecimento nunca é demais e como este é um blog pessoal cai super bem falar um pouco das minhas pieces!
O que o estudo dos gêneros faz:
     Andei estudando algumas páginas do livro A Criação Literária - Poesia de Massaud Moisés para apresentar na sala de aula na faculdade sempre fico nervosa para falar na frente e olha que é toda sexta que isso acontece. O assunto que abordamos em Teoria da Literatura I foi sobre gêneros literários. Confesso que comecei a ler só por ler mesmo, por obrigação em decorrência da exposição que deveria fazer na aula, mas algo no conteúdo me chamou a atenção e decidi compartilhar visto que é um tema super recorrente.
       Massaud falou que: o gênero não é um fim e sim o meio. Não é por meio do gênero que se escreve. Parece bastante óbvio e claro isso. Mas é um erro que cometi e que talvez, algumas pessoas que estão começando ou por costume e desleixo não percebam e cometem o erro assim como cometi. Um exemplo claro foi quando decidi escrever um livro de terror. Eu tinha uma estória na mente, mas fui adaptando-a para se encaixar no que o gênero requeria. É claro e está bem claro que o gênero de terror, por exemplo, exige certos conceitos a serem obedecidos, é preciso respeitar no que se delimita o terror, no entanto o que deve ser visto é que o gênero é para a obra e não o contrário.   
      Então vocês devem estar pensando que há inúmeras regras a serem seguidas para enquadrar a obra num gênero, mas não é assim. Os gêneros não são leis nem regras físicas, mas categorias relativas das quais o escritor se move à vontade, são instrumentos que os escritores dispõem para ver a realidade do mundo. É claro que também não se deve usar a falta de senso e dizer que fez um conto se na verdade o que tu escreveu foi uma epopeia ou uma fábula ou um prosaico, por exemplo. Não tem cabimento e nem lógica. É nisso que a regra se aplica. Nada mais. Os gêneros seriam estruturas complexas assumidas pelas palavras no ato de captar a heterogeneidade.       
      É claro que há muito mais o que falar, mas vou deixar por isso só. Acho que cada vez mais que a gente lê, escreve e faz tentativas aprende, que foi o que aconteceu com o meu livro: Os Segredos de Afternoon Fall.
Bem, por hoje é só, people!!
Beijin... 
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11 comentários:

  1. Oi, Alana!
    Curti muito o post.
    Para falar a verdade, eu só sei distinguir os gêneros literários básicos. Agora, não me pergunte a diferença entre crônica e conto hahahahha
    Beijos
    Balaio de Babados || Participe da promoção Natal do Babado

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  2. Oi, Alana! Tudo bem? Eu adoro conhecer, estudar e e ler vários gêneros literários. Acho muito interessante o fato de cada qual ter sua peculiaridade. Quando decidi me aventurar na escrita, resolvi somente contar minha história, não liguei muito para qual gênero ela se encaixaria. Adorei o post! :)

    Abraço

    http://tonylucasblog.blogspot.com.br/

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  3. Olá,
    Você é estudante de letras, acho que já tinha visto isso em seu perfil, mas só agora parei para pensar no que isso realmente significa sabe? É incrível o fato de você se disponibilizar para falar do que aprende e gosta. Essa coisa de fim e meio me lembra Sobre a Escrita do King, livro que amo e acho que você iria adorar igualmente. Enfim, gostei muito do post.
    Beijos.
    Memórias de Leitura - memorias-de-leitura.blogspot.com

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  4. Oi Alana, tudo bem?
    Adorei esse seu texto e confesso que não sei muito sobre gêneros, até com os básicos eu acabo me confundindo um pouco hahaha
    Deve ser muito gostosa essa faculdade, ainda mais pelo fato de você escrever seus livros e tal, né?!
    Gostei bastante do texto e da ideia, acaba ajudando a gente a entender melhor as coisas, também :)
    Beijinhos

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  5. Nunca tinha parado pra pensar nisso, mas é bem verdade. O gênero é moldado de acordo com a reação que provoca no leitor, nós não precisamos necessariamente conduzí-lo a isso. É algo complexo até na verdade hahaha

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/
    Tem resenha nova no blog de "Tempestade de Areia", vem conferir!

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  6. Olá, Alana.
    Achei bem interessante a questão que você trouxe aqui no blog. Eu já li livros que não consegui encaixar em um gênero específico. Acho que é isso mesmo, o autor tem que escrever e depois ver o gênero e não tentar encaixar a história ao gênero hehe.

    Blog Prefácio

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  7. Nossa, estou chegando aqui agora e já dou de cara com um post tão maravilhoso como esse, amei você abordar um assunto que está estudando na faculdade de uma forma tão deliciosa para qualquer um ler, entendi seu ponto de vista, concordei com ele, me abriu a mente para pensar em outras coisas, muito obrigada por se disponibilizar a fazer um post como esse, parabéns, de verdade!
    Nem preciso dizer que estou adorando seu blog <3 Ganhou mais uma leitora, hahaha.
    Criei um blog, recentemente, para falar sobre cinema e artes no geral, se puder dar uma olhadinha significaria muito para mim: http://cineleva.blogspot.com.br/ :)

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  8. Oi, tudo bem?
    Que post interessante<3 vou criar dois "gêneros": amei / não amei. ahaha
    Não gosto muito de classificar livros por gêneros, pois em alguns casos é limitar.

    @saymybook
    saymybook.blogspot.com

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  9. Oie Alana =)

    Ótimo post para quem está pensando em ser escritor ou é apenas curioso mesmo rs... Alguns estilos são parecidos e é fácil a gente se confundir mesmo.

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias...
    @mydearlibrary

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  10. Olá, Alana. Tudo bem?
    Essa coleção de Massaud Moisés em si já é maravilhosa, mas o que não será esse parte da poesia? Ainda lerei!
    Lembro de ter lido alguns textos dele dessa coleção e foram eles que embasaram várias de minhas pesquisas quando a proposta era escrever sobre literatura marginal (de maneira geral). Me inquietava, principalmente, o fato dessas literaturas serem encaixadas somente nessa categoria e levantamos em sala um debate maravilhoso sobre Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, ser estudado somente como literatura marginal no lugar de estudá-lo também como o diário (até mesmo como um livro de contos, visto que os relatos de cada dia podem ser lidos separadamente) que realmente é.
    Tudo isso, concluímos, por serem algumas literaturas mais prestigiadas do que outras da mesma forma que acontece com os gêneros. Qual o motivo de alguns serem trabalhados em sala e cobrados em vestibulares enquanto outros não?
    No Brasil ainda temos muito o que desmistificar e começar esclarecendo que um mesmo texto pode ser lido de várias formas já é um bom começo. Ao contrário do que muitos ainda pensam as palavras não servem para aprisionar e sim para libertar! <3

    Enfim, talvez tenha fugido um pouco do assunto mas é que essas questões sempre me inquietam...

    Um beijo!
    Crônica sem Eira

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  11. "gênero não é um fim e sim o meio. Não é por meio do gênero que se escreve." eu não entendi essa parte, será que você poderia me explicar?
    Eu entendo que, se para o autor, o gênero é um meio, é por meio do gênero que se escreve.
    Lembro muito bem dos milhões de contos que se tornaram cronicas conforme ia escrevendo, ou quando tinha que fazer resenhas e só conseguia vomitar resumos hahaha O gênero se molda conforma a fluidez do autor, foi algo que eu percebi com o tempo, mas olha, eu sou apenas uma pirralha que mal começou a vida, vai que com o tempo minha opinião muda drasticamente? Pode acontecer, né
    fairyfromerin.blogspot.com.br

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